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Novos juízes de três Regionais participaram da Semana de Conciliação

A Primeira Semana Regional de Conciliação Trabalhista, realizada pelo TRT/MS de 07 a 11 de junho, além de audiências e acordos entre empregadores e trabalhadores, foi espaço para aprendizagem e prática de novos magistrados da Justiça do Trabalho de três Regionais: TRT23-Mato Grosso, TRT24-Mato Grosso do Sul e TRT14-Rondônia/Acre.

Trinta e seis novos juízes do Trabalho, aprovados no I Concurso Nacional Unificado da Magistratura do Trabalho e empossados no dia 30 de abril, estão em Curso Regional de Formação Inicial (CFI) desde o último dia 29 de maio. O Curso é uma iniciativa conjunta das Escolas Judiciais dos três Regionais.

Ao longo da última semana, os magistrados em formação tiveram aulas com os juízes Júlio César Bebber, Izidoro Oliveira Paniago, Fabiane Ferreira e Déa Marisa Cubel Yule, Coordenadora do Cejusc 1. Durante as aulas teóricas aprenderam as técnicas de mediação e puderam vivenciá-las na prática durante as audiências do Cejusc 1 na Primeira Semana Regional da Conciliação Trabalhista.

De acordo com a juíza Déa Marisa Cubel Yule, o curso trabalhou os Sistemas de Resolução de Conflitos focado, em especial, nos métodos autocompositivos. "Nós trabalhamos métodos e ferramentas, posturas e procedimentos adotados em uma mediação", diz.

Nos dias 10 e 11, os alunos tiveram a oportunidade de assistir as audiências, esclarecer dúvidas e intervir, auxiliando as partes a superar as diferenças e chegar a um consenso.  Os alunos juízes puderam experimentar posturas e procedimentos utilizados por conciliadores diferentes. "Não poderia haver local melhor para que pudessem ver a aplicação prática dessas ferramentas e seus resultados decorrentes nas mais diversas salas, com diversos conciliadores", pontua a coordenadora do Cejusc e finaliza: "Acredito que eles vão poder levar esse aprendizado para o exercício jurisdicional e vão poder aplicar e ter bons resultados."

Nessa segunda-feira (14), foram realizadas mais 38 audiências de conciliação, devido à adesão de advogados ao longo do evento, com participação de conciliadoras que atuam no Cejusc-2° grau, de forma a ampliar o intercâmbio de informações e conhecimentos repassados aos alunos juízes.

Para o aluno juiz do Curso de Formação, Bernardo Pinheiro Bernardi, foi uma experiência muito enriquecedora e proveitosa: "Tivemos aula teórica previamente com a juíza Déa Yule, que expôs as técnicas de mediação. Nós pudemos ver essas técnicas sendo aplicadas na prática. Os conciliadores do Cejusc são altamente capacitados", pontuou.

Para o aluno magistrado, o acolhimento das partes foi fundamental para a concretização do acordo. "Vivenciamos a importância de escutar de forma ativa, de acolher as partes para que se sintam à vontade nesse momento. Muitas audiências resultaram em acordo por esse acolhimento do Poder Judiciário", conclui Bernardi.

A aluna juíza, Hella Maeda, gostou muito da experiência e de poder assistir as audiências de conciliação, principalmente depois das aulas teóricas que tiveram. "Perceber a utilização das técnicas foi bastante interessante, bem como as reações das partes diante de cada técnica utilizada pelos conciliadores. Foi uma experiência enriquecedora em todos os aspectos, há muitas técnicas e preparo envolvidos na conciliação que às vezes não percebemos, mas que são sutilmente utilizadas pelo conciliador e que acabam fazendo a diferença", contou.

O aluno juiz João Paulo Rodrigues Reis conta um pouco da rotina do curso ao longo da semana: "Tivemos a parte teórica pela manhã e à tarde pudemos acompanhar as audiências e ver a aplicação das técnicas de conciliação. Nos foi permitido atuar como mediadores também. Eu tive a oportunidade de participar numa audiência, foi interessante pela receptividade das partes", afirmou.

O magistrado também comentou que foi servidor no TRT-MG e tinha mais contato com as audiências realizadas em Vara do Trabalho. "Senti que no Cejusc o ambiente é diferenciado, as partes ficam mais abertas, se desarmam, estão mais propensas ao acordo, até mesmo pelo que rege a mediação".

João Paulo Reis ressaltou um fato que chamou a atenção de toda a turma: o conciliador com deficiência visual Silvio Henrique Lemos durante as audiências: "Foi surpreendente ver a sensibilidade que ele tem, pois mesmo não vendo, apenas pelo timbre de voz, ele conseguia estabelecer um ambiente harmônico de trabalho e cooperação na busca de solução para o processo".

O Curso de Formação Inicial dos novos magistrados ocorre de forma totalmente on-line até o dia 29 de junho.